Apresentação

 
in MINHATERRA (1998), "S.Mateus", Dicionário Enciclopédico das Freguesias - 4º Volume. Edições Asa, S.A., 883.
 

Orago: São Mateus

População: 857 habitantes (772-Censos2011*)

Atividades económicas: Agricultura, pecuária, pesca, vinicultura e pequeno comércio.

Festas e romarias: Bom Jesus (6 de agosto), São Mateus (21 de setembro), Espírito Santo (domingo de pentecostes), São José (1 de maio), São João (24 de Junho), Corpo de Deus, Santíssima Trindade (1º domingo de julho), Nossa Senhora da Alegria (4 de maio*), Nossa Senhora da Conceição (8 de dezembro), Santo António (13 de junho) e Ajuntamento (22 de setembro).

Património cultural e edificado: Igreja Matriz/Santuário do Senhor Bom Jesus Milagroso, Ermida de Nossa Senhora da Conceição, Ermida da Santíssima Trindade (Associação da Mocidade Católica*), Ermida de Nossa Senhora da Alegria, nichos de Nossa Senhora das Dores, São Pedro, São Martinho e Santo António*, Ermida de São João, Casa dos Botes e Farol.

Outros locais de interesse turístico: Orla marítima, Largo da Pontinha, Largo do Areeiro*, Vigia do Canto* e paisagem* de vinhas em currais de pedra (património classificado).

 Gastronomia: Sopas do Espírito Santo, caldo de peixe, inhames com linguiça, arroz doce e massa sovada.

Artesanato: Rendas em croché, bordados, colchas de lã e meias de lã.

Coletividades: Grupo Folclórico, Grupo de Teatro, Grupo de Idosos, Clube Boavista de São Mateus, Filarmónica Lira de São Mateus, Agrupamento de Escuteiros, Grupo de Jovens, Clube Naval*, Casa do Povo*, Banda Musical*, Irmandades (São João, Ass. Mocidade Católica, São José, Espírito Santo, N.ª Senhora da Conceição e Santíssimo)*.

 

São Mateus é uma das mais antigas paróquias da ilha do Pico. Esta freguesia do concelho da Madalena é constituida pelos lugares e sítios de Cabeços, Passo, Bagaços, Porto, Grota, Ginjeira, Mata, Caminho de Baixo, Relvas, Arieiro e Pontinha.

A origem da freguesia vem do tempo da colonização. Pode ser considerada a segunda comunidade do Pico a nível pastoral e eclesiástico. O seu povoamento foi iniciado por gente vindas da parte do capitão donatário do Faial, Jós’Utra, que ali chegaram a 21 de setembro de 1481.

A atual igreja paroquial de São Mateus consagrada ao mesmo padroeiro, começou a ser edificada em 1838. É uma das mais imponentes igrejas da ilha.

O corpo principal, de grande envergadura, está dividido em três naves por duas séries de seis arcos. Do seu espólio interior, destaca-se um imagem do Bom Jesus, oferecida em 1862 à freguesia por Francisco Ferreira Goulart, emigrante açoreano no Brasil (Iguape). A imagem foi restaurada em 1975. Os altares são em talha simples, a azul e ouro. O templo foi elevado a categoria de  Santuário por decreto do bispo, de 1 de julho de 1962.

Guido de Monterey, a expensas próprias, publicou “Ilha do Pico: majestade dos Açores”. Nela aborda as principais belezas naturais e arquitetónicas dos três concelhos que constituem a ilha. Sobre esta freguesia, disse o seguinte: “A vegetação despoja-se da doçura que vinha imbuída, para se tornar mais agreste, a caminho de São Mateus. Aí, de novo, o aspeto paisagístico volta a ser policromo, reencontrando-se o subtil encanto, a amorosa panaceia, enfim, toda a graça que dimana da maioria dos sítios picoenses.

A vinha, então, abre-se em puro deslumbramento. São Mateus é outra jóia, de raro valor, no imenso colar que contorna o cume da montanha do Pico. Os abrigos da vinha tornam-se incontáveis, enchendo o terreno de uma perene graciosidade, numa matiz caraterizante da mais lídima expressão da ilha. E esse mesmo quadro continua a desenhar-se ao longo da candelária.”

Com oitocentos e cinquenta habitantes (772-Censos2011*), a freguesia de São Mateus tem como atividades económicas predominantes aquelas que estão ligadas ao setor primário agricultura, pecuária, pesca e vinicultura. Foi sempre assim, de resto, nesta freguesia. O pequeno comércio serve de forma possível as necessidades consumistas da sua população.

 

* Texto editado e/ou adicionado.